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Os seres humanos, em todas as
épocas da história, servem-se de sinais e símbolos
para pesquisar a existência e sondar a realidade.
Através destes sinais, buscam decifrar estruturas especificas
de um determinado momento, formulando perguntas exatas.
Pela análise destas estruturas, podemos identificar as forças
atuantes sobre nós, num método que corresponde mais
recentemente à Lei da Probabilidade usada na teoria de Einstein.
O Livro das Transmutações, um dos mais antigos destes
recursos, é usado até hoje, por causa de seu processo
sistemático de captar a natureza dinâmica do Universo.
Mas o I Ching ou Livro das Transmutações é
mais que um oráculo, este clássico livro chinês
é talvez a mais antiga obra da literatura mundial. Representa
o padrão clássico do pensamento chinês, todo
estruturado na teoria dos opostos, a fonte de sabedoria inspiradora
de tudo o que existiu de grandioso na milenar história da
China.
Confúcio (Kung Fu Tsé), o estudou durante 50 anos
e fez sua versão, editada e comentada.
As duas vertentes da filosofia chinesa, o confucionismo e o taoísmo,
tem suas raízes comuns no I Ching e exercem forte influencia
nas artes, na ciência e nos aspectos mais simples da vida
cotidiana do chinês.
Além de sua importância nos valores humanos, serve
para medir as estações do ano e interpretar aos fenômenos
naturais. Assim, era usado para auxiliar a organização
dos períodos férteis da agricultura e da pecuária.
Já se estabeleceram paralelos entre o I Ching e as recentes
descobertas da genética nuclear, isto é, entre o I
Ching e o código genético, DNA (ácido desoxirribonucléico).
Mais do que um oráculo primitivo, é uma programação
com bases na matemática, operando no mesmo principio binário
de um computador.
O livro é compostos por 64 hexagramas, assim chamados porque
possuem seis linhas. Eles derivam de oito trigramas (três
linhas), denominados Pa Kua.
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