Temos
no texto clássico “Huangdi Neijing” o representante
dos ensinamentos médicos da China na época do lendário
fundador da medicina chinesa, o Imperador Amarelo, Huangdi (2698-2598
a.C.). As antigas teorias chinesas continuaram a ser aperfeiçoadas
e desenvolvidas ao longo de muitos séculos.
“Em 1794, a Inglaterra enviou a sua primeira embaixada oficial,
chefiada por Lorde Macartney, à corte do Imperador da China,
Quian Lung. Com objetivo de estudar os hábitos e manufaturas
do misterioso povo chinês. Logo que chegaram, John Barrow,
um membro da expedição que desembarcou na China ficou
doente ao comer excessivamente um fruto chinês desconhecido,
então tiveram o primeiro contato com a medicina chinesa.
Um respeitado médico chinês, se dirigiu ao paciente
e segurando-lhe a mão, tocou seu peito, descendo pelo braço,
cotovelo e mediu o pulso do doente em vários pontos, mas
nunca lhe fez quaisquer perguntas, e chegou ao diagnóstico
inteiramente pelo exame do corpo.”
Esta passagem histórica que relata o primeiro contato do
Ocidente com a medicina chinesa, foi só o começo do
interesse e curiosidade que o ocidental tem por um método
de manter a saúde, diagnosticar e tratar as doenças
de uma forma nada coerente com as nossas práticas médicas.
Confundir Medicina Chinesa com Acupuntura é simples desconhecimento
sobre o assunto, pois a acupuntura nada mais é que uma de
suas especialidades.
Além da acupuntura, a medicina chinesa possui uma farmacopéia,
rica em produtos vegetais, minerais e animais, cujas formulas estão
contidas em 52 volumes. As massagens, a dietética, a pratica
do Chi Kung e do Tai Chi Chuan também contribuem para a manutenção
da saúde e recuperação de doentes.
Destacam-se também dentro da tradicional Medicina Chinesa,
os métodos de Diagnose que podem ser pelo pulso, pelo tato,
pela visualização e etc.
Para melhor entender a Medicina Chinesa, que conserva uma nomenclatura
de eras passadas, é necessário conhecermos um pouco
do mundo em que ela nasceu e dos princípios filosóficos
que lhe servem de base.
A saúde de um indivíduo é resultante do equilíbrio
entre duas forças opostas, que se defrontam em todas as manifestações
da natureza.
Estas forças circulam pelo corpo através de canais
definidos e as variações na distribuição
desta energia geram sintomas decorrentes deste desequilíbrio
por excesso ou insuficiência. Cabe então ao médico,
manter o equilíbrio das forças em oposição.
É, antes de tudo, uma medicina preventiva:
“Tratar
o que ainda não está doente é atributo
de um operário superior. O medíocre cuida
do que já está doente”.
PIENN TSIO – Séc.V
a.C. |
Os chineses antigos pagavam ao
médico para permanecerem saudáveis e quando este falhava
no seu dever, pagava honorários e fornecia remédios.
Para cada cliente que falecesse, um sinal especifico era colocado
na entrada de seu consultório.